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Forças super poderosas sempre dominaram o mundo e, entre elas, o perdão. Se, por um lado há ofensas, perseguições, violências, por outro a ordem de Jesus é perdoar, porque se não perdoarmos, vamos continuar feridos e escravizados. Sabemos que não é fácil perdoar quando somos magoados. Contudo esta é uma ordem divina e, sem perdão, nossa caminhada com Cristo fica comprometida. No Novo Testamento, há dois vocábulos gregos que são traduzidos como perdoar: aphiemi, que significa deixar de lado e apoluo, que significa libertar, colocar em liberdade. Resta-nos escolher qual atitude aplicar diante de algo que nos deixa magoados. Podemos simplesmente deixar de lado ou nos libertar e libertar o nosso ofensor. Perdoar é escolher abrir mão de uma dívida emocional com outra pessoa e não se trata de um sentimento apenas. Perdão é fruto de decisão, para que nossas feridas não perdurem por anos. Não podemos esperar a vontade de perdoar, mas apenas tomar a atitude de perdoar. A falta de perdão tem adoecido muitas pessoas e as levado a problemas espirituais e de relacionamentos muito graves.

Claro que perdoar não é fazer de conta que está tudo bem, ignorar o mal ou olhar o pecado de cima. Perdoar consiste em lidar com a verdade de forma sincera, perdoar de coração, não camuflar as feridas e não pensar em vingança. Muitas pessoas ainda têm o falso conceito de que perdoar consiste em apenas esquecer. Contudo, o esquecimento nunca deve vir antes do perdão. Deve ser a última atitude, nunca a primeira, porque se não perdoarmos verdadeiramente, a ofensa continuará entre nós e o ofensor. No Salmo 25, o salmista Davi clamou ao Senhor que se lembrasse dele segundo as misericórdias divinas e que se esquecesse dos pecados que cometera. Essa atitude de Davi está em harmonia com o caráter de Deus, que nos perdoa os pecados e não nos acusa deles, novamente.

O Espírito Santo cria oportunidades para que possamos perdoar. Quando somos feridos, é difícil agirmos de maneira objetiva, pois sempre somos levados pelas emoções. No entanto, com a ajuda do Espírito Santo, podemos admitir que a ofensa pode não ter sido intencional, ou que a pessoa que nos magoou poderia estar passando por problemas graves. Assim, é preciso compreender as pessoas e perdoá-las, se quisermos que o Senhor também nos compreenda e perdoe. Abandonar a dor e o ressentimento de uma ofensa é um dos atos mais difíceis da vida, mas a ordem do Senhor é que perdoemos incondicionalmente, porque o perdão libera a alma, cura feridas emocionais profundas, faz nascer um novo ser, restaura relacionamentos. É isso que nos ensina a carta do apóstolo Tiago 5.16, ou seja, “confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros, para serdes curados.”

Afinal, qual é o limite para o perdão? Ao questionar Jesus sobre quantas vezes se deve perdoar alguém por uma ofensa, o apóstolo Pedro obteve do Mestre a seguinte resposta: “não te digo que até sete vezes, mas setenta vezes sete.” (Mt 18.21-22). Jesus não falou sobre números para usá-los de forma literal, mas para ilustrar que o perdão deve ser uma atitude infinita, em nossa caminhada rumo aos céus. Concluímos que perdoar é uma forma de viver bem e melhor, sem precisarmos levar, pela vida afora, os pesados fardos das ofensas que recebemos. Perdoar consiste em seguir os passos de Jesus e fazer o mesmo que Ele fazia, para que o Pai também use de suas misericórdias e, dos nossos pecados, não se lembre mais. Que o Senhor nos abençoe.

Pr. Jorge Linhares
Texto adaptado por Ivany Rocha, a partir do livro “Perdão” (Jorge Linhares)

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