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novembro-textoNada de preconceito, é hora de cuidar da saúde dos homens. Após o Outubro Rosa, que buscou conscientizar as mulheres no diagnóstico precoce do câncer de mama, é a vez do Novembro Azul. O evento é mundial, mas no Brasil é coordenado pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e o Instituto Lado a Lado Pela Vida. O objetivo é levar os homens a realizarem exames preventivos para o diagnóstico do câncer de próstata, que é o sexto mais comum no mundo e o segundo mais frequente no Brasil.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), em 2012 foram identificados mais de 60 mil novos casos da doença. O câncer de próstata é considerado um problema de saúde pública mundial. Cerca de 75% dos casos no mundo surgem a partir dos 65 anos.

O médico urologista Jamil Toufic orienta que os homens com histórico de câncer de próstata na família comecem a fazer exames a partir dos 40 anos. Os demais iniciem aos 45 anos. “O diagnóstico do câncer de próstata é muito difícil, pois na maioria das vezes ele é assintomático. Quando o paciente chega a ter algum sintoma, a doença já está na fase terminal, atingindo o pulmão, fígado ou algum outro órgão do corpo. A maior incidência da doença está concentrada em negros. Em pessoas com histórico familiar, as chances de desenvolver o câncer aumentam de três a dez vezes”, disse Toufic. O médico acrescentou, ainda, que não é possível prevenir o câncer de próstata, mas diagnosticá-lo em seu estágio inicial, quando as chances de cura são de 80% a 90%.

A próstata é uma glândula que fica ao redor do canal da urina, debaixo da bexiga e anterior ao reto. Ela produz o líquido prostático que matura e nutre os espermatozoides até chegar ao ovário da mulher durante a relação sexual. Por isso, é muito importante no processo de fecundação. “Por causa da localização da próstata, o exame do toque é muito importante para um diagnóstico, não só do câncer, mas de qualquer outra doença na próstata, pois é possível palpá-la e verificar se há ou não algum nódulo. Existe um tabu muito grande em relação a esse exame. Ele é constrangedor e gera um certo incômodo, mas não chega a ser dor”, disse o urologista.

Além do toque retal, outros exames também são muito importantes, como o PSA (sigla em inglês para Antígeno Prostático Especifico) – que detecta a presença de Glicoproteína, um componente que só existe dentro da célula prostática. Quando a célula é rompida, essa proteína cai na corrente sanguínea e é detectada no exame de sangue. Esse exame é usado para fazer um rastreamento anual do câncer.

São feitos a ultrassonografia, que identifica as dimensões da próstata e o peso prostático, e a fluxometria fisiológica, onde é verificada se há obstrução urinária. Mas, de todos os exames, o urologista Jamil Toufic enfatiza que o que dá certeza da presença do câncer é a biopsia. “O paciente, anestesiado, é submetido à uma ultrassonografia que identifica se há ou não a presença do câncer” acrescentou.

O câncer de próstata tem incidência grande e crescimento lento. O controle, se diagnosticado a tempo, é de 90%. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento. E o médico salienta que, ao sinal de qualquer sintoma, deve procurar atendimento médico. “Se o paciente começar a levantar muitas vezes durante a noite para ir ao banheiro urinar; se, mesmo urinando, ele ainda sentir a bexiga cheia, o jato sai fraco ou sofre de incontinência urinária por urgência, pode ser um sinal de aumento de próstata, que ocorre tanto no câncer quanto em outras doenças da próstata”, finalizou.

Fonte: www.eshoje.jor.br
Foto: Arquivo da Internet

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