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Motoristas que cometerem infrações de trânsito estão tendo que pagar uma conta ainda mais amarga desde o dia 1º de novembro, quando começou a valer a Lei 13.281/2016, sancionada, em maio, pela então presidente Dilma Rousseff, que prevê aumento geral para todos os tipos de multas (leves, médias, graves e gravíssimas). As penalidades por infrações leves passaram de R$ 53,20 para R$ 88,38. Já as médias partiram dos atuais R$ 85,13 para R$ 130,16. O custo das condutas consideradas graves mudou de R$ 127,69 para R$ 195,13, e o das gravíssimas, de R$ 191,54 para R$ 293,47. As pontuações na carteira não mudam. Na capital mineira, o primeiro lugar do ranking nos seis primeiros meses do ano ficou com o excesso de velocidade, até 20% acima do limite.

A maior diferença no valor das infrações será com relação ao uso do celular ao volante. A cada hora, quatro motoristas são flagrados pelas autoridades de trânsito em Belo Horizonte desrespeitando a lei. O valor da penalidade, neste caso, vai mais do que triplicar. Saltou de R$ 85,13 para R$ 293,47.

Das infrações previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), cinco eram punidas com sanção de R$ 1.915,40, o teto estipulado pela legislação, considerando a multa-base para uma infração gravíssima multiplicada por 10 devido ao nível de risco da infração. Agora, essas condutas – dirigir sob efeito de álcool, disputar pega, promover competições nas vias sem autorização, usar o veículo para demonstrar manobras ou arrancadas bruscas e forçar passagem entre veículos que transitam em sentidos opostos – passaram a custar aos infratores R$ 2.934,70.

Para o mestre em transportes e consultor técnico da empresa de consultoria Locale Trânsito e Transporte Paulo Monteiro, o órgão mais sensível do corpo humano é o “bolso”, mas somente aumentar o valor da multa não resolve. “Se o condutor tiver a convicção de que não vai ser multado, ele vai continuar cometendo a infração”. A educação para o trânsito, juntamente com a fiscalização, segundo ele, possibilitará o entendimento da real importância do respeito às regras de convivência no espaço viário.

Além disso, as estradas mineiras continuam a adotar radares controladores de velocidade. Mais seis passaram a funcionar este mês. Um deles está na MG–10, entre o posto da Polícia Militar (PM) e o entroncamento com a rodovia MG-424, em Vespasiano, na Região Metropolitana de BH. Há 40 radares fixos nas rodovias estaduais e previsão de instalação ou religamento de 393 equipamentos até dezembro. Na MG-010, a velocidade máxima permitida é de 100 km/h para veículos leves e 80km/h para os de carga. Os outros cinco radares foram fixados na MG-447, em Ubá, na Região da Zona da Mata, três na MG-158, em Passa Quatro, Sul de Minas. O último vai operar na mesma rodovia, na altura de Itanhandu. A velocidade permitida para os veículos nestes trechos é de 40km/h. Dos que iniciam a fiscalização, 13 são do tipo controlador eletrônico de velocidade e oito são redutores eletrônicos de velocidade. Eles fazem parte dos 240 que estavam parados havia dois anos.

Extraído e adaptado por Anna Rodrigues do www.em.com.br 
Foto: Site do Jornal Estado de Minas

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