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O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurobiológico, de causas genéticas, que aparece na infância e frequentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Ele se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade. Ele é chamado, às vezes, de DDA (Distúrbio do Déficit de Atenção).

Na infância, o TDAH em geral se associa a dificuldades na escola e no relacionamento com as demais crianças, pais e professores. Crianças com TDAH são geralmente dispersas e, devido à falta de conhecimento, costumam receber apelidos de pessoas próximas, tipo “avoadas”, “estabanadas”, “vivem no mundo da lua” ou “estão ligadas por um motor” (isto é, não param quietas por muito tempo). Até a adolescência, é comum que as pessoas que têm TDAH apresentem problemas de comportamento, como, por exemplo, dificuldades com regras e limites.

Em adultos, ocorrem problemas de desatenção para coisas do cotidiano e do trabalho, bem como com a memória (são muito esquecidos). Eles também podem ser inquietos (parece que só relaxam quando dormem), instáveis (vivem mudando de uma coisa para outra) e impulsivos. É comum que adultos com TDAH tenham dificuldade de avaliar seu próprio comportamento e não percebam o quanto isso afeta os demais à sua volta, além de terem, com grande frequência, outros problemas associados, tais como uso de drogas e álcool, ansiedade e depressão.

Uma recente pesquisa revelou que garotas com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) apresentam risco maior, em relação às que não sofrem com o problema, de desenvolver outros transtornos mentais que com frequência levam a situações como gravidez na adolescência, abuso, baixo desempenho acadêmico e uso de drogas. A pesquisa foi realizada por psicólogos da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, nos Estados Unidos, que avaliaram 18 estudos que envolviam, ao todo, quase 2.000 meninas de 8 a 13 anos, das quais 40% tinham recebido o diagnóstico de TDAH.

Quase 38% das garotas com o transtorno também preenchiam os critérios para ansiedade, em comparação com apenas 14% das participantes sem TDAH. Em relação à depressão, as proporções encontradas foram de 10,3%, contra 3% entre as meninas sem o transtorno. Entre as pacientes com TDAH, 42% apresentavam o chamado transtorno desafiador opositivo, caracterizado por raiva, hostilidade e recusa em obedecer regras. Já dentre as que não tinham o diagnóstico de déficit de atenção, apenas 5% tinham esse perfil. Desvios de conduta ou atos de violência também foram identificados em 13% das garotas com o diagnóstico, e em menos de 1% das outras.

Os dados foram publicados na revista Pediatrics. Para os autores, os resultados mostram o quanto é importante diagnosticar corretamente o TDAH, algo que não é tão fácil entre as meninas, que costumam apresentar mais sintomas de desatenção do que hiperatividade. Os pesquisadores também recomendam que pais de crianças com TDAH procurem valorizar sempre e recompensar as atitudes positivas dos filhos, pois isso seria uma forma de evitar comportamentos negativos no futuro, segundo os dados analisados no estudo.

Com informações dos sites www.doutorjairo.blogosfera.uol.com.br e www.tdah.org.br

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