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No dia 27 de setembro, recebemos em nossa igreja o irmão Guilherme Schelb, que é Procurador da República, mestre em Direito Constitucional, especialista em Segurança Pública, e é militante na defesa de crianças e adolescentes. Ele ministrou na reunião do Conselho de Pastores e no Culto da Vitória, e ainda concedeu entrevista exclusiva ao GetNews. Confira.

guilherme-textoGetNews Qual o seu principal foco em relação às crianças e os adolescentes?
Guilherme – Meu foco é a defesa contra os abusos praticados no âmbito das escolas e das mídias, que intentam manipular a sexualidade em desenvolvimento das crianças e adolescentes, promovendo a erotização precoce. Quando eu tomei conhecimento de estratégias organizadas no âmbito do MEC, de partidos políticos e de instituições sociais, que elegeram a manipulação da sexualidade das crianças mediante a pornografia, induzimento à sexualidade, alteração do entendimento do desenvolvimento sexual natural, eu percebi que era uma ação que tinha alvo. Quando fui pesquisar, descobri que o Socialismo, no século 19, deliberadamente, planejou a destruição da família por meio da erotização das crianças. Então, me levantei contra, porque todas essas ações nos materiais didáticos e nas mídias, são ilegais. Violam as leis, e, em alguns casos, até o Código Penal.

GetNews Quais as principais estratégias têm sido utilizadas para incutir nas crianças essas ideologias equivocadas?
Guilherme – Pesquisas demonstram que crianças e adolescentes possuem fragilidade psicológica, por isso são tão vulneráveis às imagens. Por causa disso é tão fácil atingi-las através de filmes, músicas e materiais didáticos. Um único professor manipula uma classe inteira, e não temos pais por perto para se opor. Na educação brasileira há uma orientação de que a criança deve ter sua iniciação sexual orientada por professores. Isso é ilegal. A formação moral de uma criança é direito da família. Os professores não podem ministrar sobre sexualidade e moralidade sem antes apresentar aos pais de alunos menores o material, para que os pais possam autorizar. Isso é lei brasileira que tem sido violada todos os dias em escolas. Muitos professores se tornaram revolucionários, que elegeram as salas de aula de crianças e adolescentes como local para fazerem uma revolução.

GetNews Como os pais podem agir diretamente no combate a essa ação?
Guilherme – Conhecendo as leis que protegem a família e a criança. Os artigos da Constituição Federal (Artigo 229), do Código Penal (Artigo 218 – Corrupção de menor, que é expor a criança a cenas pornográficas ou relações sexuais), do Estatuto da Criança e do Adolescente (artigos 76, 78 e 79) e da Convenção Americana dos Direitos Humanos (Artigo 12, inciso 4) são bem claros. Nós temos professores ministrando aulas para crianças mostrando trechos de filmes pornográficos. Quando fazem isso, eles estão cometendo crime. Quando a família toma conhecimento disso, ela deve se opor e levar ao conhecimento da justiça. Nos documentos do MEC e na formação universitária dos professores, essas leis são ignoradas. Os professores e o MEC fazem o que querem, como se os alunos fossem seres que nasceram do nada. Esses alunos têm famílias resguardadas por direitos.

GetNews Qual o papel da Igreja na luta contra essas tentativas de influenciar no ambiente escolar?
Guilherme – A Igreja e seus pastores precisam entender que erotizar crianças tem por objetivo destruir a família. Por trás de tudo isso, está o objetivo de destruir o Cristianismo. Ao defender a família, a Igreja estará defendendo também o Cristianismo. Os autores socialistas e anarquistas escrevem abertamente sobre destruir o Cristianismo. Se a Igreja entende que essa destruição da sociedade começa pelas crianças, e que o que os professores estão fazendo é ilegal, ela pode e deve mobilizar seus membros que são advogados, e as famílias, para que o direito seja exercido. Não prego que o pastor deva se transformar num ativista social. Assim como Moisés intercedeu pelo povo, enquanto estava em guerra, o pastor deve fazer o mesmo. Além de orar, os pastores podem mobilizar os seus membros, famílias, professores cristãos e advogados, para exercerem direitos de cidadania. A Igreja pode ser um centro de irradiação de respeito à família. Em muitos casos, a família não tem capacidade de mobilizar um advogado, porque não tem recursos. Mas uma igreja ou um grupo de igrejas, pode contratar um advogado para defender suas famílias. Um único advogado pode defender dezenas de famílias. Uma ação bem proposta defendendo uma família contra um professor ou escola, cessa toda a ação dos professores. Quando eles souberem que uma família entrou com ação e ganhou, eles param de ministrar o conhecimento abusivo.

GetNews O senhor tem ensinado que os cristãos devem usar as leis, para defender a família. Como seria isso?
Guilherme – Os cristãos precisam entender que, para defesa da família e da infância, é necessário que a Bíblia esteja no nosso coração e no nosso entendimento, mas que tenhamos em nossas mãos as leis, a Constituição Federal, o Estatuto da Criança e do Adolescente, e o Código Penal. Para combater crimes, devemos usar o Código Penal e não a Bíblia. Muitos estão cometendo o equívoco de tentar combater crimes utilizando a Bíblia, quando o Código Penal já prevê penas para os crimes. Quando apresentamos a Bíblia e não o Código Penal, a questão se torna religiosa, e isso confunde a sociedade. A reação contra o crime não pode ser religiosa ou moralista. Violações de direitos devem ser combatidos com leis que já existem e não com a Bíblia.

Atilano Muradas
Fotos: Anna Rodrigues e Patrícia Monteiro

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