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Certo dia, ao realizar meu momento devocional, me deparei com o texto de Lucas 16.8: “E louvou aquele senhor o injusto mordomo por haver procedido prudentemente, porque os filhos deste mundo são mais sagazes na sua geração do que os filhos da luz”. Este texto me levou a pensar em como nós temos lidado com as crianças dentro das famílias e também da Igreja. Sou da opinião que, se as famílias e a Igreja estivessem cumprindo os seus papéis de ensinar, educar e encaminhar as crianças, certamente teríamos uma sociedade melhor estruturada, com bem menos ou nenhuma violência. Os cristãos não podem esquecer que são a Igreja do Senhor Jesus, pessoas cheias do Espírito Santo, chamadas para fazer diferença numa sociedade corrompida, e que, por isso, precisam estar atentos às astutas artimanhas do Diabo. Infelizmente, não há mais segurança nos lugares frequentados por nossas crianças. Os pais precisam se conscientizar dessa realidade que passo a descrever.

A escola deixou de ser um lugar de educação, ensino e crescimento social. Muitas escolas públicas e particulares passaram a ser pontos de venda de droga e também de distribuição de preservativos para crianças acima de 11 anos. Raros são os professores que de fato estão preocupados com o desenvolvimento e a educação das crianças, afinal, eles são mal remunerados, além do que, muitos, por não terem compromisso com Deus, também não se importam com a educação espiritual e moral das crianças.

As festas de adolescentes, tão inocentes no passado, hoje, são regadas a drogas e bebidas fortes, roupas sensuais, extravagâncias e sexo liberado. Os inocentes passeios nos shopping centers, no fundo, se tornaram encontros para prostituição e uso de drogas.

O abuso de crianças tornou-se comum. Por certo, esse aumento de casos seja fruto do excesso de informações que as crianças têm recebido em forma de cartilhas distribuídas nas escolas, e que estimulam a sexualização precoce. Não sem causa, o homossexualismo e o lesbianismo deixaram de ser tabu e têm se tornando regra.

Infelizmente, o pecado tem se institucionalizado e leis e mais leis têm sido aprovadas com o intuito de enfraquecer a autoridade dos pais. A Lei da Palmada, por exemplo, contradiz a Bíblia: “A vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesmo vem a envergonhar sua mãe. Quem se nega disciplinar e repreender seu filho não o ama; quem o ama de fato não hesita em corrigi-lo” (Provérbios 29.15 / 15.24). Confusos ante tantas leis, os pais têm se tornado permissivos e omissos, deixando de observar a constituição maior, a Palavra de Deus. Até mesmo pais cristãos têm se descuidado no ensino da Bíblia aos filhos, não oram com eles e nem os levam mais à igreja. Como chegamos neste caos?

A desconstrução da família começou a partir dos anos 1950, quando o movimento feminista invadiu a sociedade e a mulher passou a disputar espaço com o homem no mercado de trabalho. Os filhos foram os maiores prejudicados. Pais que reuniam os filhos, na hora do jantar, para realizar o “Culto Doméstico”, agora chegam cansados e preferem deitar no sofá e assistir a novelas e filmes, que são as janelas infernais que trouxeram para dentro dos lares todo tipo de aberração moral: casais homoafetivos, adultério, sexo precoce, gravidez na adolescência, violência, e muito mais.
As igrejas, por sua vez, também têm deixado a desejar quanto à sua responsabilidade de educar as crianças.

Infelizmente, a EBD (Escola Bíblica Dominical) não tem mais a força do passado e as atividades voltadas para as crianças são de qualidade baixa e sem qualquer foco educativo ou transformador. Pouquíssimas pessoas querem se envolver com o Ministério da Infância, para ensinar as crianças a amar a Deus e a Sua Palavra. Os líderes têm se limitado a realizar eventos para entretê-las, pois dá menos trabalho e o ministério parece estar em movimento. Por outro lado, a programação da TV e toda a parafernália tecnológica direcionada às crianças têm aumentado e melhorado absurdamente, atraindo e levando os pequeninos para um caminho de perversão moral e distanciamento de Deus. Acredite: o Diabo não está brincando. Ele quer destruir a próxima geração, custe o que custar. E os pais, as igrejas e as autoridades têm contribuído para isso.

Portanto, todos precisam atentar ao ensinamento de Jesus quanto ao lugar das crianças no Reino de Deus: “Qualquer, que fizer tropeçar a um destes pequeninos que creem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e fosse afogado na profundeza do mar” (Mateus 18.6). Quem negligenciar, abusar, impedir ou afastar uma criança da fé em Jesus, enfrentará um julgamento muito severo do próprio Deus. Se não for por outro motivo, pelo menos, que cada um pense em si mesmo e no julgamento que terá que enfrentar por conta da sua omissão, negligência e descaso para com os pequeninos. Os filhos das trevas têm ganhado terreno, sendo mais astutos do que os crentes em Cristo. É preciso URGENTEMENTE haver um investimento sério nas crianças, senão, daqui a pouco mais de dez anos, não haverá mais líderes moralmente capazes de educar a sociedade.

Pra. Isildinha Muradas
isildinhamuradas@uol.com.br
Foto: Arquivo da Internet

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