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laranjeira-textoSão vários os tipos de amores. O amor pode ser materno, fraterno e até mesmo adolescente. Quanto a este último, há pessoas que não dão muito crédito. Devido à fugacidade de alguns sentimentos experimentados nessa fase da vida, muitas vezes o amor é tido como uma paixonite que logo vai passar. Mas, se for amor de verdade, não é para sempre? Segundo o testemunho de vida do casal de pastores auxiliares da nossa igreja, Larangeira e Amélia, sim, o amor é para sempre, inclusive aquele gerado na adolescência. Larangeira com “g” mesmo.
O casal se conheceu há 61 anos, quando Amélia tinha 13 anos de idade e Larangeira, 15. O primeiro encontro se deu inesperadamente em uma festa marcada por um amigo em comum. Logo nesse primeiro contato, Larangeira e Amélia souberam que era “amor à primeira vista”, como afirmam.
Após 5 anos de namoro, Larangeira levou Amélia ao altar. O jovem casal teve 3 filhos naturais: Débora, Wagner e Deise, além de uma filha adotiva, Eunice.

Oriundos de tradicionais e bem estruturadas famílias mineiras, Larangeira e Amélia iniciaram a vida conjugal com tudo o que um casal sonharia em ter para dar certo: um lugar para morar, um emprego promissor e filhos saudáveis para criar. Entretanto, após iniciarem a vida de casados, o envolvimento de Larangeira com o ocultismo começou a suscitar sérios problemas de relacionamento. “Na minha vida nada dava certo e eu não tinha êxito em nada. Tudo era na base do ‘ganhou, mas não levou’. Eu não entendia o porquê disso. Assim, um amigo que também era do ocultismo me disse que as coisas eram difíceis para mim porque eu ainda não havia desenvolvido minha ‘mediunidade’. Eu acreditei naquela mentira e me envolvi profundamente com o Espiritismo, estudando a fundo a doutrina e recebendo entidades espirituais, como, por exemplo, um demônio conhecido como Dr. Fritz. Eu também fazia muitas operações mediúnicas, visitava cemitérios onde túmulos eram violados e cadáveres eram devorados pelos meus colegas. Eu realizava trabalhos em encruzilhadas e em cachoeiras, onde eu atraía, com os feitiços, cobras extremamente peçonhentas, como a coral, que vinham ao meu encontro e andavam por meu corpo”, detalha Larangeira.

Segundo Amélia, o marido sempre obrigava toda a família a ir às reuniões. Devido à alta incidência de pessoas possessas e aos fenômenos espirituais macabros que lá aconteciam, os filhos, ainda crianças, sempre choravam e pediam para não ir. Sem ter conhecido Jesus naquela época, Amélia começou a se distanciar cada vez mais do marido. Larangeira, por outro lado, ainda que praticante assíduo daquela religião, questionava no seu íntimo, por que a vida continuava a não dar certo. Segundo ele, os negócios da família não iam bem e, para piorar, o Diabo tentou arrancar-lhe a vida inúmeras vezes, tanto em acidentes de carro, quanto em afogamentos em praias. Outro ponto controverso na fé de Larangeira consistia nas manifestações espirituais que ocorriam em meio aos trabalhos. Nas visitas aos cemitérios, inclusive, sempre que o túmulo de um cristão era arrombado, alguém do grupo caía possesso e pedia para os colegas não tocarem no defunto, pois os ossos eram de “alguém que pertenceu ao Homem lá de cima”, diziam os feiticeiros.

Dessa forma, após mais de 25 anos de casado, Larangeira se viu no fundo do poço, quando a sucessão de derrotas em sua vida se acentuou ainda mais, com a perda de sua família. “O Diabo começou a me roubar o que ele mesmo me deu. Eu perdi duas óticas, um sítio, um apartamento, um lote, nove carros em acidentes e, por fim, ele quis roubar a minha família, que me colocou para fora de casa. Nesse ponto, desesperado, eu comecei a gritar, perguntando que ‘deus’ era esse que eu servia, pois minha vida era só derrota”, relembra Larangeira. Contudo, foi nesse momento mais tenebroso de sua vida que Larangeira foi alcançado pelo Deus onipresente, para quem não há distância e cuja Palavra diz ser Ele Deus de perto e também de longe (Jeremias 23.23). O irmão de Larangeira, que vivia em Brasília, e que já era pastor, recebeu a revelação de Deus do que estava acontecendo, e viajou imediatamente ao encontro de Larangeira. “Deus fez o meu irmão ouvir meu grito em Brasília. Ele veio para Belo Horizonte e me abordou com uma única palavra: ‘Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará’. Depois disso, meu irmão me levou para Brasília, passei um tempo lá com ele e, após receber o Evangelho em meu coração, tentei voltar para casa, para reconquistar o que eu havia perdido”, explica Larangeira.

Todavia, mesmo experimentando de uma nova vida, Larangeira, ao ser abordado por amizades antigas para visitar uma praia, viu-se tentado a voltar a algumas velhas práticas. “Nesse passeio, estando eu na companhia de amigos espíritas, tentei voltar a beber, mas sem conseguir. Também fui tentado a me envolver com algumas mulheres. Quando eu estava prestes a cair na tentação, tive a visão de um anjo que Deus enviou ao meu encontro. Esse anjo, após me arrebatar os sentidos, levou-me em espírito para o meio do mar e me esclareceu que o Jesus a quem eu tinha aceitado em Brasília era o que agora me ordenava para interceder por aquelas pessoas”, contou Larangeira.

Comissionado por esse anjo, Larangeira voltou para casa, conquistou a esposa para Cristo e, após abrir mão de toda a idolatria e feitiçaria que lhes acompanharam a vida inteira, o casal voltou-se para o ministério da libertação por meio da pregação da Palavra. Conhecendo a Verdade que liberta, de prisioneiros, eles passaram, assim, a servir de instrumentos de libertação de muitos que se encontravam cativos. A partir dessa genuína conversão, o casal recebeu de Deus o dom da cura e passou a fazer cruzadas evangelísticas e a pregar em várias igrejas. Enfermos eram curados e muitos se rendiam ao poder de Deus, confessando o nome de Jesus. “Em Brasília, certa vez, um homem cego entrou na igreja em que meu marido pregava e o Espírito de Deus revelou que ele seria curado. Após impor as mãos sobre aquele enfermo, ele voltou a enxergar, para a glória de Deus. Em outra ocasião, ao realizar um casamento, um surdo começou a ouvir a pregação que meu esposo fazia, e todos glorificaram a Deus por isso”, conta Amélia.

O casal de pastores, Larangeira e Amélia, se dedica a Deus há mais de 25 anos na Igreja Batista Getsêmani, e tem, atualmente, toda a família de filhos, netos e bisnetos consagrada no altar de Deus. Além de continuar pregando o evangelho juntos por todo o Brasil, o pastor Larangeira trabalha como auxiliar no Culto dos Empresários, nas noites de segunda-feira, atende no Ministério de Aconselhamento, às quartas-feiras, pela manhã, bem como trabalha com Amélia no Culto Tarde da Vitória, às quartas-feiras à tarde, auxiliando a pastora Leila Inhota.
No dia 6 de agosto deste ano, ao completar 56 anos de casados, o casal deu prova suficiente de que, qualquer que seja o tempo que o amor acontece, se ele estiver amparado no Deus da Verdade, seu prazo de validade não tem fim.

Anna Rodrigues
Fotos: Carol Campelo

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