• Youtube
  • Twitter
  • Facebook

olhos-textoJosias, tendo 8 anos de idade, tornou-se o rei de Judá e fez uma grande reforma religiosa em Jerusalém e em todo o seu reino (2Cr 34). Ele fazia um governo reto, tratando de agradar a Deus. Aos 26 anos de idade, Josias conheceu o livro da lei de Deus que fora encontrado perdido no templo. Ao ouvir a sua leitura, ele rasgou as suas vestes, chorou e se humilhou perante Deus, pois descobriu que haviam pecado gravemente, merecendo o castigo de Deus. Então mandou ajuntar o povo e renovou a aliança para cumprirem as palavras do livro da lei de Deus. Por isso Deus não permitiu que fossem castigados.

Hoje também nós temos a responsabilidade de obedecer à Palavra de Deus e anunciar o Evangelho a todas as nações. Conhecendo ou não a lei de Deus, o rei Josias e o seu povo tinham de obedecê-la. Cada um tem de assumir a sua parte. No momento em que ficamos sabendo que outras nações ainda não receberam o Evangelho e que nós é que temos de levá-lo a elas, somos mais responsáveis ainda. “Ai de mim se não pregar o Evangelho” (1Co 9.16). Não podemos cruzar os braços e fingir que os outros é que têm de fazer a obra missionária. Cada um, individualmente, tem a sua obrigação de orar, de contribuir financeiramente, de espalhar a visão e possivelmente ir.

A igreja primitiva tinha a revelação clara da vontade de Deus quanto à sua missão, com a consequente responsabilidade de cumpri-la, pois aquele a quem muito foi dado, muito lhe será exigido (Lc 12.48). Por bem ou por mal, de boa vontade ou forçada, a igreja primitiva alcançou o seu mundo com a proclamação do Evangelho.

O mesmo não se pode dizer da igreja no tempo da reforma de Lutero, pois a consciência missionária se tornou um processo gradual e lento. Basta dizer que dois séculos se passaram até que se registrasse na história da Igreja o recomeço da obra missionária propriamente dita.

Atualmente, a obra missionária ainda está muito incipiente. Às vezes é “atropelada” por outras prioridades das igrejas. Tem havido uma crescente consciência da necessidade de se completar a tarefa, como costuma acontecer nos finais de século, “mas ainda muitíssima terra ficou para se possuir” (Js 13.1).

Há muitos planos de escopo mundial para concluir a tarefa. Muitas organizações procuram coordenar os esforços para ganhar terreno. Congressos missionários se multiplicam e muitos pactos são feitos para assumir a responsabilidade. Alguns obreiros se tornam verdadeiros “ratos” de congressos. Fazem coleção de pastas e certificados e planejam participar dos próximos encontros missionários.

Essa consciência da responsabilidade missionária é muito importante, mas não pode ser estanque. Certa vez, numa conversa com uma jovem, ela me disse: “Há oito anos que venho participando de congressos e conferências missionárias, mas sinto falta de fazer algo mais”. Alguns jovens são despertados e desafiados, mas esbarram na falta de visão e disposição dos seus líderes. É de fundamental importância que os pastores tenham visão missionária e levem suas igrejas a participar efetivamente de todo o processo de despertar, preparar e enviar obreiros para a seara do Senhor.

“Livra os que estão sendo levados para a morte e salva os que cambaleiam indo para serem mortos. Se disseres: Não o soubemos, não o perceberá aquele que pesa os corações? Não o saberá aquele que atenta para a alma? E não pagará ele ao homem segundo as suas obras?” (Pv 24.11-12).

Pr. Rafael Lopes
Extraído do livro “Eu te darei as nações” (Rafael Lopes)
Foto: Arquivo da Internet

Comentários

Nenhum Comentário

Comentário estão bloqueados.