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tio-pedro-textoNem todos os missionários são conhecidos nacionalmente, afinal, eles trabalham, na maioria das vezes, seja no Brasil ou no exterior, em regiões muito específicas, com pouco contato externo e saídas esporádicas. Não é o caso, porém, do missionário Pedro Bezerra de Souza, ou simplesmente “Tio Pedro”, como comumente é conhecido. Nascido em Igaraci, na Paraíba, no ano de 1961, e convertido ao Evangelho desde 1984, Tio Pedro é um ícone no mundo missionário, servindo de inspiração para muitos que devotam suas vidas a cuidar dos menos favorecidos. Ele é membro da Igreja Batista Sol da Justiça, em Belo Horizonte, e casado com Regiane Moreira de Souza, sua fiel companheira de ministério, e tem dois filhos: Yohannã Gonzaga (25) e Ana Elisa Moreira (14). Em entrevista exclusiva concedida ao GetNews, Tio Pedro fala um pouco do amplo trabalho de evangelismo que vem realizando ao longo dos anos.

GetNews – Quantos países você já visitou fazendo evangelismo?
Tio Pedro – Até o momento, já trabalhei em 20 países: Guiné Bissau, Senegal, Gâmbia, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Panamá, África do Sul, Nepal, Estados Unidos, Iraque, além de vários países da América do Sul. Só no Haiti, já fui 18 vezes, com a finalidade de reconstruir igrejas.

GetNews – Qual é o principal foco do seu ministério?
Tio Pedro – Alcançar pessoas por meio do Evangelho de Jesus Cristo. Realizamos impactos evangelísticos nas principais cidades do Brasil. Estamos sempre presentes em grandes eventos, tais como: Carnaval, festas espíritas, romarias, festas do peão de Barretos, etc. Desenvolvemos trabalhos também no Sertão Nordestino, e ainda fazemos evangelismo com mulheres que ganham a vida se prostituindo, na zona boêmia de Belo Horizonte. Além disso, lideramos equipes de evangelismo transcultural de curto prazo.

GetNews – Quais são os principais eventos anuais que você e sua equipe realizam?
Tio Pedro – Todo mês de janeiro fazemos viagens missionárias de curto prazo. Todos os anos, no mês de fevereiro, evangelizamos no Carnaval de Ouro Preto. Em março, durante as comemorações do Dia Internacional da Mulher, evangelizamos na zona boêmia de Belo Horizonte. No período de 15 a 30 de julho, vamos para o sertão da Paraíba. Em agosto, é a vez da festa espírita na Lagoa da Pampulha. E assim por diante.

GetNews – A que você atribui o fato de a maioria das igrejas de hoje não se envolver em ações de resgate de mendigos, de viciados e de pessoas que estão vivendo da prostituição?
Tio Pedro – Na verdade, a igreja tem, sim, participado do resgate dessas pessoas, todavia, deveria participar mais. Creio que qualquer igreja pode se envolver, como fez o bom samaritano da parábola. Ele parou e serviu com o que tinha: com o seu transporte, com o seu tempo, com o seu dinheiro, ou seja, pagando um preço para a recuperação daquele desconhecido. Não é suficiente as pessoas participarem apenas com as finanças. Uma resposta ao clamor dos necessitados vai além de enviar dinheiro. É preciso que cada cristão participe ativamente da recuperação dessas vidas.

GetNews – De onde vêm os recursos para a realização do seu ministério e de que modo as pessoas podem se envolver?
Tio Pedro – Os recursos vêm de Deus, através de ofertas voluntárias de amigos, de irmãos e de igrejas. As pessoas podem se envolver, tanto participando dos nossos eventos evangelísticos, que são programas voltados para membros de igrejas que se interessam em cumprir o “Ide” de Jesus, quanto enviando ofertas regulares ou esporádicas para o ministério.

GetNews – Você acredita numa parceria governo e Igreja, para o saneamento dos problemas sociais que afligem o país?
Tio Pedro – Sinceramente, não acredito no atual governo. Creio que a Igreja é que tem a resposta de Deus para os problemas sociais, pois ela é uma instituição santa, que pode influenciar o governo na forma de enxergar as pessoas e trazer justiça e transformação para a sociedade. Ficamos muito gratos pela participação da Igreja Batista Getsêmani e do seu pastor, Jorge Linhares, no mais recente evangelismo realizado na zona boêmia de Belo Horizonte, com as prostitutas que lá trabalham. Creio que este é o começo de uma parceria abençoada.
Atilano Muradas

Foto: Carol Naves Campelo

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