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A história de Menezes Serafim, o angolano destinado à morte, mas que foi salvo pelo poder de Deus e hoje é pastor na Igreja Batista Getsêmani

menezesQuais seriam as razões que levariam um jovem a tentar suicídio pela segunda vez com apenas 17 anos? Maus tratos? Histórico de rejeição familiar? Drogas? Opressão demoníaca? Se a história é a da vida do pastor Menezes Serafim, membro da nossa igreja há 28 anos, a resposta é sim para todas as proposições. Nascido em maio de 1964, em Angola, Menezes cresceu em um lar de tradição espírita, da linha umbandista. O avô dele, um bruxo, legou à família essa religião, fazendo, assim, com que Menezes aprendesse a invocar os mortos e prestar culto a eles desde pequeno. Constantemente, a família se envolvia em rituais malignos, executados em encruzilhadas, matagais, cavernas, terreiros e cemitérios.

Aos 7 anos, Menezes foi levado pelo pai, a um centro umbandista onde o pai-de-santo realizou um ato de consagração. Ele raspou a cabeça de Menezes com uma navalha e fez cortes por todo o corpo e rosto. Enquanto fazia isso, o pai-de-santo bebia o sangue que escorria dos ferimentos. Acabado o ato, o pai de Menezes trouxe um embrulho com ossos humanos que foram empilhados sobre um altar. Menezes foi obrigado a beijar e morder cada osso, a fim de que fosse possuído e guiado pelos espíritos representados por aquela ossada.

Por trás daquele ritual estava a promessa de paz e felicidade nunca desfrutadas por Menezes, pois os problemas familiares continuaram. O pai, alcoólatra, tornava-se a cada dia mais agressivo com os filhos e afundava a família em dívidas. Insatisfeito com os prejuízos sofridos nos negócios, o pai de Menezes buscou a ajuda de um feiticeiro mais experiente que, estando possesso, alegou que havia nas propriedades da família de Menezes Serafim a presença de espíritos que exigiam um sacrifício humano para que a terra se tornasse próspera. E o sangue a ser derramado seria do irmão mais velho de Menezes. Mesmo lutando contra essa exigência, o pai de Menezes, ao ser vorazmente perseguido por espíritos malignos, levou o primogênito para o campo e, com a ajuda de outros umbandistas, assassinou e esquartejou o corpo do jovem, aspergindo seu sangue na terra. Todavia, ao contrário da sonhada vida de prosperidade, a submissão aos horrores do ocultismo só acarretou mais tragédia na família.

A mãe de Menezes, ao saber da morte do filho mais velho, entrou em depressão, foi abandonada pelo marido e teve que criar os 8 filhos sozinha. Depois de superada essa fase, seu pai resolveu voltar para casa e reatar a relação com sua mãe, a contragosto de Menezes e seus irmãos, já que ele os tratava com muita violência. Por essa razão, quando a convivência com o pai tornou-se insustentável, Menezes saiu de casa aos 11 anos e foi morar em Ruanda, prometendo-lhe que voltaria um dia para matá-lo. Longe da família, Menezes se envolveu com pessoas que o apresentaram ao mundo das drogas e do crime, motivo pelo qual foi preso por duas vezes, uma, aos 13, e outra, aos 18 anos.

Vendo os colegas condenados à pena de morte e temendo o mesmo, Menezes foi a julgamento, no dia 21 de setembro de 1982. Sentindo-se sozinho e desamparado, ele pensou: “Se não tivesse um pai alcoólatra, eu não estaria aqui para morrer”. E foi nessa oportunidade que, diante da necessidade de Menezes por um pai que o amparasse, a misericórdia de Deus entrou em cena e Menezes foi absolvido de todas as acusações. Sem saber, Menezes vivia as palavras de Salmos 27.10: “Porque se meu pai e minha mãe me desampararem, o Senhor, todavia me acolherá”. Contudo, por não conhecer ainda esse Deus que não abandona, Menezes voltou às velhas práticas da feitiçaria, ao mesmo tempo em que tentava trabalhar para ter o próprio sustento.

Nesse trabalho, o comportamento descrito como “malandro” pelo chefe, rendeu a Menezes o apelido de “carioca”. Ao querer saber o porquê daquela alcunha, Menezes teve acesso a uma revista em que viu as fotos do Carnaval no Rio de Janeiro. Dessa forma, em busca de diversão, Menezes veio parar em terras brasileiras. Entretanto, como não chegou a tempo para o feriado do Carnaval, a única aventura que lhe sobrou no hotel em que se hospedou foi ler o “livro da capa preta”, a Bíblia, do qual Menezes jamais deveria se aproximar, para que não ficasse louco, conforme acreditava sua mãe. Mas, o fascínio exercido em Menezes pelas letras douradas que brilhavam na capa do livro foi maior do que o medo gerado por sua mãe.

Após iniciar a leitura do Novo Testamento, Menezes saiu do hotel cometendo o último delito da sua vida: o furto de um exemplar da Bíblia Sagrada. Assim, a mão de Deus o conduziu a um culto em praça pública, que estava sendo realizado por irmãos da Assembleia de Deus. Depois que foi levado ao templo da igreja, Menezes se viu em meio a uma batalha espiritual, quando ouviu o pastor dizer que Deus falaria com todos naquele lugar. Sem conseguir acreditar que Deus falaria com ele, Menezes questionou o líder da congregação em seu interior, passando a encará-lo agressivamente. Nesse momento, tomado pelo Espírito Santo, como se conhecesse a vida de Menezes intimamente, o pastor confrontou-o dizendo: “Eu sei que você é um bandido, um pecador e está perdido. Mas estou aqui para lhe dizer que, no calvário, ainda há sangue que purifica pecados”.

Daquele dia em diante, Menezes, então, largou a loucura do mundo e abraçou a “loucura” de Deus, tão temida por sua mãe, e obteve por meio dela sabedoria maior que a dos homens. Convertido, Menezes voltou ao seu país de origem. Seu pai, ao avistá-lo em casa, perguntou-lhe assustado se ele teria ido cumprir a promessa que havia feito. Menezes respondeu: “Não, pai. Eu vim para lhe pedir perdão, dizer que o amo e apresentar-lhe o Jesus que nunca me pediu sacrifícios de sangue, mas derramou Seu sangue precioso para nos salvar”. Assim, Menezes pregou o evangelho aos da sua casa e viu a luz da Palavra libertar toda sua família das trevas em que viviam. Em vez de tentar matar seu pai, Menezes foi instrumento de Deus para levar a vida abundante a ele.

Atualmente, Menezes vive no Brasil com sua esposa, Fátima, com quem é casado há 27 anos e tem 3 filhos, Sara Luíza, Noemi e Joabner. Além de visitar os pais regularmente em Angola, Menezes é pastor auxiliar na Igreja Batista Getsêmani e exerce o ministério de libertação, cura e assistência social em todo o país e em vários lugares do mundo. Hoje, as cicatrizes impressas na face desse pastor angolano são ofuscadas à luz do sorriso e do bom humor que ele traz consigo, todas as vezes em que faz da própria história uma vitrine viva que demonstra que não há limites para o poder de salvação que existe em Deus.

Se você quiser conferir na íntegra o testemunho do pastor Menezes, adquira o DVD no Departamento de DVD da nossa igreja, ou por meio do telefone do pastor: (31) 99186-3853.

Anna Rodrigues

Comentários

One Response Comment

  • olimpio  5 de dezembro de 2015 at 21:21

    Lindo testemunho de transformação e libertação, ouvi o testemunho do pastor a 18 anos atrás acho que em 1998 Na Igreja Presbiteriana Da Serra Próximo ao Hospital Evangélico ,fiquei maravilhado

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