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Vivemos um período em que o desejo pelo “tudo imediatamente” está ligado à hiperatividade (excessos de atividades imediatas) generalizada e ao déficit de atenção (falta de reflexão nos atos), gerando uma cultura do imediatismo na sociedade contemporânea.
Pensando nesta realidade, escrevo este artigo como uma revelação de Deus para mim sobre esses aspectos da função do homem cristão como membro da Igreja de Cristo e sua disfunção como órgão do corpo, implicando em adoecimento da igreja. Por isso, é necessário nos questionarmos quanto a essa cultura, para que haja libertação ou cura destes males que nos cercam no dia a dia de nossas vidas como cristãos, em meio a uma sociedade que se sujeita a esse comportamento como algo “normal” ou supostamente vive no estilo do “tem nada a ver”.

A Bíblia nos relata profeticamente este tempo, com a realidade dos eventos e os comportamentos que o sucederão. Veja o texto bíblico: “E tu, Daniel, encerra estas palavras e sela este livro, até ao fim do tempo; muitos correrão de uma parte para outra, e o conhecimento se multiplicará.” (Daniel 12.4)

Para compreendermos o processo da hiperatividade, temos que observar a desconstrução do ser, no qual seu valor tem sido substituído por objetos de rápido consumo que prometem respostas e satisfação para desejos imediatos. No entanto, as respostas imediatas estão encurtando o tempo de maneira espantosa, depreciando o tempo como fator de reflexão, planejamento de vida e perspectiva do ideal de salvação.

A igreja contemporânea está se adaptando a essa forma imposta culturalmente como meio de sobrevivência. Mas não percebe que a mente das pessoas está sendo modelada e exigindo “tudo imediatamente”, numa correria desenfreada por milagres e soluções rápidas para tudo, seja na área financeira, saúde, casamento, relacionamentos e poder espiritual, substituindo a Palavra Viva por objetos de resposta e prazer imediato dos desejos da pessoa.

Destarte, vemos uma disfuncionalidade do corpo e de seus membros, apresentando os sintomas de uma igreja doente, que não se atenta para o perigo de sua disfunção orgânica. Vemos pastores “doentes” em conflito com ovelhas “doentes” por uma hiperatividade incontrolada e um déficit de atenção generalizado, correndo desenfreadamente por um gozo inalcançável e frustrante, sem atingir não a plenitude do desejo insaciável do vazio da alma. Além disso, a falta de percepção acarreta uma insatisfação devastadora, resultando, muitas vezes, na “fuga ou desvio” por causa do fracasso do desejo de uma satisfação efêmera do “tudo imediatamente”.

 

No Novo Testamento, no livro de Mateus, capítulo 24, temos um relato espantoso de todos os eventos que vivemos na contemporaneidade, e especificamente no versículo 22, lemos sobre a abreviação dos tempos: “Se aqueles dias não fossem abreviados, ninguém sobreviveria; mas, por causa dos eleitos, aqueles dias serão abreviados.” (Mateus 24:22)
Diante dessa realidade, é fundamental que façamos uma reflexão, por meio da oração, através da qual entenderemos e nos conectaremos com a vontade e o projeto de Deus para sua igreja e membros, aniquilando, dessa forma, a astúcia maligna dentro do meio cristão, proveniente do imediatismo.

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