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Pandora, Brian, Peter, Lola, Fred, Mel, Suzi, Loro… são alguns nomes criativos que carinhosamente os donos dão a seus pets. Estima-se que o Brasil possua a quarta maior população de animais de estimação no mundo. É bicho que não acaba mais! Entre eles há cães, gatos, peixes, aves exóticas e silvestres, bem como répteis.

Mas, não se espante. A estima pelo mundo animal tem precedentes bíblicos. Deus, ao experimentar as espécies criadas por Ele, admirou-se (Gn 1.21). Em Gênesis 1.12, por exemplo, vemos que o Senhor fez brotar da porção seca (solo) plantas frutíferas, tendo, por fim, seus frutos degustados pelas aves. Se observarmos hoje as aves, podemos notar que, ao se alimentarem dos frutos, elas acabam liberando as sementes em outras regiões, dando origem a novas árvores e propagando a vegetação.
Observando essa dinâmica, Deus percebeu os benefícios oferecidos por esse grupo e os abençoou para que se multiplicassem em seu respectivo habitat (Gn 1.21, 22), pois estavam “frutificando”, ou seja, prestando um serviço relevante à obra. Assim, percebemos o carinho de Deus com os animais, uma vez que foram os primeiros seres de alma vivente a serem abençoados para habitar seu lindo jardim (Gn 1.20).

Por conseguinte, observando as peculiaridades dos bichos em prestar serviços ao meio, o Senhor criou um grupo especial que faria parte da vida dos seres humanos: os domésticos (Gn 1.24-26). Deus demonstrou grande afeição por sua obra ao nomear os grupos desses seres viventes (Gn 2.19). Desse modo, o processo de domesticação veio se disseminando desde quando os homens começaram a sobreviver em regiões do mundo e passaram a utilizar a criação de animais como principal fonte de proteína, para realizar trabalhos, transporte e companhia (Lv 11.2, Ex 23.12, Ez 34.3, Mc 11.2, 2Sm 12.3).

Com o passar das gerações, os bichos tornaram-se mais próximos e dependentes dos humanos, deixando de servir apenas para trabalhos pesados, estando mais presentes no cotidiano dos homens e tornando-se até mesmo verdadeiros membros da família (2Sm 12.3).
Agora, você pode entender a razão de muitas pessoas (dentre as quais me incluo) amarem tanto os animais, sendo elas meras admiradoras e criadoras, ou sendo pessoas que fazem desse amor sua profissão. Richard Rasmussen, por exemplo, é um biólogo brasileiro e apresentador de TV. Entre suas atividades aventureiras em meio aos biomas brasileiros, destacam-se o resgate de bichos que se encontram em alguma forma de perigo, atitude essa nobre perante os olhos do Pai, que determinou que em meio às proibições de trabalho em dia sagrado, os justos deveriam socorrer animais em apuros (Lc 14.5). Certamente Deus é sensível ao nosso relacionamento com os animais.

O ser humano foi capacitado intelectualmente ao ser criado à imagem e semelhança do nosso Criador e, logo, pode interpretar as leis do mundo e prover os meios para preservá-lo. O homem, pois, por sua natureza, é o mordomo do Senhor. Não é o imperante, dono e tirano, mas responsável diante de Deus em garantir um convívio com equilíbrio, bons tratos e preservação de sua criação (Gn 1.26-30, Gn 2.15).

Daniel Gonzaga

Biólogo Docente
Membro da Igreja Batista Getsêmani

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