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Como sempre, ontem pensei sobre a vida por todo o dia. Ontem vivi a vida por todo o dia. Acordei, orei, levantei, andei, higienizei-me, comi, conversei, trabalhei, sorri, chorei, amei, abracei e dormi, de novo. Mas não pensei na morte.

Entretanto, quando a notícia da morte de uma pessoa próxima surge, nesse momento eu penso na morte. Porém, continuo vivendo, sem pensar nela com profundidade, não me dando conta de que, a qualquer momento, posso estar em frente à sua mais fria e real manifestação. Verdade é que assim como a vida está o tempo todo comigo, em mim, desde antes, até agora, a morte também está muito próxima.

Ela não pode externar sua presença em mim, pois a vida está ocupando este lugar. Por isso, não tenho tempo ou espaço para dar a atenção que ela não merece (ou merece?). Afinal de contas, como disse anteriormente, eu tenho muitas coisas em trânsito na minha mente e coração: acordar, orar, levantar, andar, higienizar-me, comer, conversar, trabalhar, sorrir, chorar, amar, abraçar e dormir de novo. Ou seja, viver.

Todavia, a morte está presente, ainda que eu não a queira por perto. Verdade é que ela sempre está presente. É uma realidade. É uma companheira incômoda, para a qual não queremos dar atenção, à qual rejeitamos. Rotineiramente, a morte manifesta-se em mim e sempre está perto. Um exemplo disso ocorreu quando eu estava vendo algumas fotos de amados meus que por ela foram levados, o que me forçou a estar aqui, escrevendo sobre ela, pensando nos lugares onde eu vou ou não faço questão de marcar encontros para me reunir com parentes e amigos. Refletindo sobre onde os corpos se deterioraram. Afinal, tudo tangível é finito. Nós também vamos partir.
Porém, uma coisa eu sei: eu quero viver! Quero continuar a fazer todas as coisas que fazem do meu cotidiano ser o dia a dia de um homem que ama a vida e tem prazer de vivê-la, com todas as suas demandas.

Os homens podem se manifestar em grandes protestos contra a violência, contra as injustiças sociais, contra a carestia, contra a corrupção, contra o preconceito etc. Esses movimentos terão como alvos autoridades políticas e a própria sociedade, as quais dependem de uma ação efetiva para mudar o quadro. Contudo, é inimaginável uma manifestação contra a morte. Se ocorresse, nosso protesto seria em face de quem? Imaginem os gritos: “Acabem com a morte! Não a aceitamos!”. Cobrar de quem a cessação desse mal que nos acompanha? O que fazer para parar a morte? Biologicamente falando, a vida pode ser parada, mas a morte não. Perdemos para ela sempre.

Por essa razão, afirmo a você que todos nós precisamos pensar mais em Jesus, que é o autor e consumador da vida, o primogênito entre os mortos (morto desde a fundação do mundo, segundo Ap. 13.8), Pai da Eternidade,
Aquele que tem o poder sobre a vida
e sobre a morte.

Pastor Clóvis Costa

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